Sessão de conversação gratuita · 45 min · em francês

As vozes do blog

Nossos personagens

Uma família editorial que atravessa o blog. Cada personagem tem sua zona — a rua, o balcão, o escritório, a francofonia — e conta o francês pelo seu ângulo. Escolha uma voz para começar.

Ateliê · 01

A vida parisiense

O cotidiano visto da rue Saint-Maur, do Marais e do hospital Saint-Louis.

Portrait canonique de Bia

Desembaraços e escova PT/BR → FR

Bia

« Escova brasileira, manicure, pedicure carioca e tagarelaterapia. »

Brasileira morando em Paris há muito tempo. Ela tem seu salão de cabeleireiro na rue Saint-Maur (11e), a dois passos do bistrô do Lulu, e mora no Marais (4e) dividindo apartamento com sua amiga Camila. Franqueza, gestos amplos, saudade de Copacabana e amor por Paris — Bia conta o cotidiano francês visto por uma brasileira que fez a vida aqui.

Portrait canonique de Marie-Christine

A vizinha franco-canadense da Bia

Marie-Christine

« Entre Trois-Rivières e Les Bleus — o sotaque que volta na 3ª cerveja. »

Cinquentona elegante, cabelos prateados curtos, camisa jeans. Franco-canadense morando em Paris há vinte anos — mantém um leve sotaque do Quebec que volta quando ela se irrita ou lembra da infância em Trois-Rivières. Vizinha e amiga fiel da Bia no mesmo andar. Marie-Christine escuta, corrige gentilmente alguns falsos cognatos, e conta a França profunda depois do expediente — os Bleus, La Marseillaise, as passeatas, as férias na Bretanha.

Portrait canonique de Camila

A enfermeira do Hospital Saint-Louis

Camila

« Jaleco branco, português sussurrado, francês a qualquer hora. »

Brasileira, melhor amiga e colega de quarto da Bia no Marais. Enfermeira no hospital Saint-Louis (10e), ela conta o francês hospitalar — o dos jalecos brancos, das emergências e dos corredores noturnos. Doce, calma, engraçada em português, mistura os dois idiomas sem complexo e lembra que a saúde e a língua se cuidam juntas.

Portrait canonique de Vincent

O estudante belga de literatura

Vincent

« Série noire, sangue vermelho e noites em claro — mas não só. »

Bruxelense de 24 anos, estudante de letras modernas na Sorbonne. Pretende ser professor de francês e escreve em paralelo seu primeiro romance policial, um suspense passado entre as vilas mineiras do Norte e os canais belgas. Discreto, culto, com um leve sotaque belga que aparece em algumas vogais — Vincent traz o olhar literário do grupo: gramática, autores, história da língua, mas também as expressões belgas (« une fois », « il drache », « pistolet ») que ele solta rindo.

Ateliê · 02

O mundo do trabalho

O francês dos escritórios, das reuniões e de La Défense.

Portrait canonique de Clémentine

A executiva de La Défense

Clémentine

« Entre duas calls e um café pra viagem — o francês do escritório, de verdade. »

Francesa, 42 anos, executiva num grande grupo em La Défense. Blazer bem cortado, café pra viagem na mão, ela emenda reuniões em francês E em inglês — e conhece de cor o franglês corporativo (call, deadline, brainstorm, sync). Casada com Toninho, músico de MPB carioca de 53 anos, ela faz a ponte entre a França corporate e o Brasil boêmio. Neste blog, ela conta o mundo do trabalho na França : CDI, período de experiência, avaliação anual, RTT, home office — com o olhar de uma profissional que mantém o bom humor.

🔊 Ouvir a voz da Clémentine (ElevenLabs Charlotte)

Onde encontrar — 0 artigo(s)

Nenhum artigo ainda — em breve !

Ateliê · 03

O balcão & a memória

O bistrô, a gíria dos subúrbios, a França que fala verdadeiro.

Portrait canonique de Titi Parisien

O moleque de Paris — figura do gíria 1900

Titi Parisien

« Gaiato, gíria dos subúrbios, boina gavroche — a memória viva das ruas de Paris. »

Titi Parisien é a figura histórica do « titi » — o moleque de Paris do século XIX, imortalizado por Victor Hugo como Gavroche em Os Miseráveis. Neste blog, ele encarna a memória viva da gíria parisiense : a dos subúrbios, dos botequins, das ruas de paralelepípedo. Boina gavroche, óculos redondos, barba cuidada, sorriso maroto, ele conta as palavras que Paris inventou e depois esqueceu — « bécane » (bicicleta), « caisse » (carro), « pognon » (grana), « meuf » (mulher), « chelou » (esquisito). Sua missão : mostrar que a gíria não é a língua estragada mas a língua viva.

Onde encontrar — 0 artigo(s)

Nenhum artigo ainda — em breve !

Ateliê · 04

A francofonia plural

Abidjan, Marselha, banlieue parisiense — outros sotaques, o mesmo francês.

Portrait canonique de Jeannot

Pescador filósofo · Le Panier

Jeannot

« O peixe está bem fresco, e as notícias também. »

Marselhês raiz do bairro do Panier, pescador e barraqueiro no Vieux-Port — sem loja, apenas sua barraca de peixe fresco e seu barco. Torcedor incondicional do OM. Sotaque cantado, expressões compridas (« peuchère », « fada », « collègue ») e amor sem limites pelas calanques e pelo pastis. A prova de que o francês não é só Paris.

Portrait canonique de Kouamé

O educador esportivo marfinense

Kouamé

« Esportivo, contador de histórias, leitor assíduo e apaixonado pela língua francesa. »

Marfinense de Abidjan, 29 anos, educador esportivo na prefeitura do 11º arrondissement. Mora em Montrouge, pega o metrô toda manhã com o sorriso. Torcedor incondicional dos Elefantes da Costa do Marfim, veste a camisa laranja como uma segunda pele. Brincalhão, provocador, piadas na ponta da língua e provérbios em nouchi (a língua da juventude de Abidjan) — Kouamé conhece a turma dos jantares no Lulu e conta a França vista por um jovem marfinense que fez a vida aqui.

Portrait canonique de Zaïf

Malabarista-equilibrista no fio literário

Zaïf

« Do 9-3 ao blog, te passo o verdadeiro — verlan, gíria, como se você fosse do bairro. »

Neuftroyen de 20 anos, nascido e criado em Aubervilliers, no 9-3 (banlieue parisiense). Boné enfiado na cabeça, agasalho preto e tênis impecáveis, ele solta sons e joga flows com os frérots num pequeno estúdio do bairro. Fone na cabeça, curte Lacrim, Booba ou Ninho e fala a língua dos jovens franceses de hoje — verlan, gíria, punchlines e expressões que mudam toda semana no TikTok. Wesh, mano, sacô ? No blog, ele é o nosso tradutor oficial entre o francês da sala de aula e o da rua.

🎨 Ver Zaïf pichando a Academia Francesa →

Ateliê · 05

O autor

A pena que conecta todas essas vozes.

Portrait canonique de Lionel Philippe

O narrador — alias « Monsieur Merci Bonjour »

Lionel Philippe

« Salut les amis, tudo bem ? A pena que conecta as oito vozes. »

Criador e redator deste blog, também conhecido pelo apelido de « Monsieur Merci Bonjour » (e às vezes « Lio Filou » quando solta suas piadas). Professor de francês instalado no Rio de Janeiro há mais de 20 anos, fundador de Na Ponta Da Língua Brasil. A pena, o ouvido e o olhar que conectam Bia, Lulu, Jeannot, Marie-Christine, Camila, Kouamé e Vincent. « Salut les amis, tudo bem? »